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Arquétipos e Orixás: A mesma realidade em duas linguagens?

Arquétipos e Orixás: A mesma realidade em duas linguagens?

Uma conversa entre a psicologia e a ancestralidade sobre o invisível que nos habita.

Quando Jung apresentou ao mundo o conceito de arquétipos, não trouxe algo inédito — trouxe uma nova forma de dizer aquilo que muitas culturas já conheciam há séculos, mas que o Ocidente ainda não sabia ouvir.

Ele falou em imagens internas, padrões universais, forças psicológicas que moldam a nossa personalidade, as nossas escolhas, os nossos medos, os nossos desejos.
E enquanto ele escrevia sobre “o herói”, “o sábio”, “o amante”, os povos africanos continuavam, como sempre fizeram, a celebrar Ogum, Nanã, Oxum, não como conceitos, mas como realidades vivas do mundo e da alma.

Não são lados opostos da mesma verdade.
São linguagens diferentes sobre o mesmo mistério.

Jung abriu a porta, mas o estudo dos arquétipos não parou no seu consultório de psicologia.
Pelo contrário — expandiu-se para a arte, retornou à espiritualidade, direcionou-se para os negócios e até para a forma como as sociedades constroem o que chamamos “identidade”.

Os arquétipos são forças ativas, não etiquetas.
Eles atuam no inconsciente, impulsionam desejos, criam narrativas internas e definem o papel que tu assumes no mundo (mesmo sem perceberes).

📌 Quando não conhecemos os nossos arquétipos, repetimos a vida que foi moldada pelos outros.
📌 Quando nos tornamos consciente deles, escolhemos quem nos tornamos.

Este é o próximo passo da psicologia profunda:
não estudar o símbolo apenas…
mas dialogar com aquilo que nos move por dentro.

Dialogar com as Essências que nos influenciam, abrirá portas para estarmos sob um maior poder pessoal das nossas decisões, intenções e propósitos. 


🌍🧠 Psicologia e Ancestralidade não dizem coisas diferentes — dizem-nas com sotaques distintos

Jung chamou de arquétipos as potências que nos habitam.
As tradições africanas chamam de Orixás as forças que habitam o mundo e atuam em nós.

O psiquiatra suíço descreveu o invisível com o vocabulário que a sua época aceitava: ciência, psicologia, mito, símbolo, inconsciente.
Os povos africanos fizeram a mesma coisa através de ritmo, canto, corpo, natureza, ritual, axé.

📌 Não é redução, é tradução.

Quando Jung fala do Arquétipo da Mãe, fala da nutrição, da fluidez, da proteção e do acolhimento — o que Iemanjá representa como energia da maternidade universal.

Quando descreve o Herói, encontramos Ogum abrindo caminhos, enfrentando batalhas, iniciando trajetórias.

Quando fala do Velho Sábio, vemos Nanã, com seu tempo lento, profundo, misterioso, que ensina sem pressa e governa o ciclo da vida e da morte.

Quando descreve a Sombra — a força que confronta nossa vaidade, expõe contradições e desmascara o ego — ele poderia estar a falar de Exu, o mestre da encruzilhada, da verdade crua e da comunicação que não permite máscaras.

A diferença não está no que foi percebido,
mas no idioma usado para dar nome ao invisível.


🪬🌱 Um mesmo rio, dois modos de beber

Os povos africanos convivem com essas forças através do corpo, do ritmo, da natureza e da ancestralidade.
A psicologia ocidental convive com elas através de símbolos, conceitos e mapas da mente.

Nenhum caminho é “superior” ao outro.
Nenhum é prova do outro.
São apenas formas diferentes de se relacionar com a mesma realidade universal.

📍 Um estuda.
📍 O outro vive.
📍 Ambos buscam compreender o mistério da alma.

A ancestralidade não ocorre “dentro da mente”, mas também não está “fora dela”.
Ela vive entre os mundos, tal como Jung dizia sobre o inconsciente coletivo.

👉 A psicologia aponta.
👉 A espiritualidade experiencia.
E no meio disso, tocam-se.


🔱 Não é coincidência. É universalidade.

Se padrões tão semelhantes surgem em continentes distantes, culturas desconexas e épocas diferentes, talvez não seja porque alguém copiou o outro…

Talvez seja porque a psique humana, a natureza e o sagrado falam a mesma língua, e cada cultura apenas lhe dá o nome que consegue pronunciar.

📌 Jung deu nomes conceituais.
📌 As tradições deram nomes próprios.
📌 Nenhum deles está errado.
📌 Estão apenas a descrever a mesma música com instrumentos diferentes.

O que Jung chamou de arquétipo, muitos povos já chamavam pelo nome do Orixá, do N’kisi, do Vodun, ou de outras forças ancestrais.

Não há conflito.
convergência.


Os Orixás vivem dentro de nós, como potências psíquicas e caminhos de consciência.
🔹 Mas também vivem fora de nós, como forças do mundo, da natureza e da ancestralidade.

📌 Eles são “arquétipos vivos”.

👉 Não apenas imagens da mente, mas presenças que moldam cultura, corpo, comunidade, religião e espírito.


🪬💬 O mundo interior não tem fronteiras

A psicologia profunda e a espiritualidade ancestral não competem.
Elas dialogam sem saber.
Observam o mesmo universo a partir de pontos distintos, e ambas, no fundo, tentam responder às mesmas perguntas:

De onde vêm os meus padrões?
Por que sinto o que sinto?
O que me move?
Quem me habita?
O que fala através de mim?

Não importa se chamamos de inconsciente coletivo
ou de ancestralidade viva.
Não importa se falamos de arquétipo
ou de Orixá.

O que importa é reconhecer que ao tentarmos nomear o invisível, todos nós — Jung, os povos africanos, qualquer pessoa em busca de sentido — estamos simplesmente a tentar reconhecer o mistério que nos habita desde que o mundo é mundo.

E talvez a verdadeira sabedoria esteja menos no nome, e mais na abertura para perceber que a alma humana nunca falou uma só língua.

Ela fala mito, fala natureza, fala corpo, fala pensamento, fala tambor.
E cada cultura escuta como consegue.

🌍🪘🧠✨
No fundo, estamos todos a conversar com o mesmo sagrado.